sábado, 29 de novembro de 2008

TAREFA 7_LETIANE SOARES

De acordo com os autores podemos ver a nítida preocupação que ambos tem com vários assuntos como o neoliberalismo, a gestão de cuidados, as diferenças e os caminhos para se repensar a educação.
O neoliberalismo busca uma escola que qualifica o sujeito para o mercado de trabalho, ou seja, que padronize o ensino, numa educação alienadora, a uma determinada linha de pensamento, para que essas pessoas não tenham uma visão crítica da sociedade e uma concepção de mudança de mundo. As escolas tratam de temas que nada dizem aos jovens, silenciando sobre questões importantes que acontece na sociedade atual. Além de não encontrar respostas para o que lhe parece importante aprender ainda é obrigado a decorar. É esse tipo de ensino que a doutrina neoliberal quer implantar nas escolas. Um conhecimento e um conteúdo desatualizado, sem objetivo para os problemas contemporâneos, a “memorização” de assuntos irrelevantes, que não serve para modificar e resolver os problemas que a sociedade atual enfrenta.
Há outros pensadores que acreditam que a escola deve ser renovadora e ativa, demonstrando a importância da integração social e do trabalho cooperativo entre as crianças tornando os alunos autônomos e reflexivos.
Eles falam que a instituição escolar na contemporaneidade tem sido motivo de reflexão de muitos, pois permite estabelecer as relações de poder presente nas escolas, a padronização do ensino que conseqüentemente torna a educação alienadora e ideológica e as transformações contemporâneas em meio ao sistema neoliberal. Doutrina esta que defende o capital e o livre mercado prega a redução do papel do Estado nas ações sociais, investe no individualismo, estimula o consumismo exacerbado e a competitividade. Outro elemento que marca esse tipo de política são as posições hierárquias.
Para tanto, tem-se percebido as transformações sociais em que se encontram relacionadas: a mundialização do capital; o progresso da ciência e da técnica na construção de máquinas mais eficientes e produtivas, em conseqüência disto, o agravamento de velhos problemas como a devastação da natureza; a exclusão social; a proliferação da violência e do individualismo em razão da competitividade e do desemprego no mercado de trabalho, e a adaptação de uma nova educação nas instituições escolares; a “produção” e “qualificação” das pessoas para o mercado de trabalho.
É fundamental que a sociedade tenha uma posição teórica do que vem por trás das ideologias dominantes, porque só o conhecimento proporcionará uma posição diante desta relação de poder, que muitos países utilizam para obter uma renda financeira maior nos seus produtos industrializados. E que certos tipos de equipamentos tecnológicos utilizados nos campos, pelos países dominantes podem causar grandes problemas ao ambiente.
Existem escolas reprodutoras da desigualdade social e alimentadoras do sistema neoliberal, como também escolas que procuram desenvolver em seus alunos uma perspectiva da realidade em que vive. O importante é que educadores tenham conhecimento sobre essa relação de poder, de dominação, de padronização do ensino e da memorização e desatualização do ensino para não permitir que conceitos como esse façam parte do cotidiano escolar.
No sentido institucional de acolher por uma Gestão do Cuidado com as crianças violentadas o autor fala que estamos imersos numa temporalidade em que os abandonos parecem sobrepor às acolhidas e as crianças participam dessa experiência de modo mais dramático à medida que não a compreende e que a vive sem o seu consentimento. Há uma pluralidade de práticas que evidenciam como os adultos desistem das crianças, também hoje, e as abandonam a um devir que não lhes cabe ou que lhes chega quando a infância já foi suplantada. Nessas desistências há uma modalidade de abandono que se materializa por meio da possessão da criança pelo adulto, a qual devora a sua singularidade e destrói as possibilidades de diálogo.
Vivemos como se todos os nossos atos requeressem o uso da força, à medida que não fomos educados para compreender e vivenciar a indispensabilidade do diálogo, a sabedoria da escuta e, ainda, para distinguir a graça do cuidado em nossas relações. Constituídos pelas desconfianças com relação ao outro e cimentados pelas certezas aprendidas, não cuidamos de criar espaços para a inclusão das crianças em nosso viver como adultos e, por isso, normalizamos algumas práticas que definimos como adequadas para elas, tais como a obediência incondicional aos nossos mandatos. Certo de nossas escolhas como adultos decidimos sempre o que é um bem para elas, mas quase sempre orientados por nossos interesses individuais, políticos e econômicos. Fomos educados com e nesta cultura, não para convivermos com as diferenças, mas, quando muito, para tolerá-las.
Aos poucos nos acostumamos com os diversos processos de morte que co-criamos por meio da dor e do sofrimento alheio, talvez para não nos defrontarmos com o vazio de sentidos que atravessa a existência cotidiana, ainda que trajada de tempos melhores. As pesquisas recentes afirmam que embora as feridas físicas possam ser tratadas, os ferimentos infligidos a sua mente em desenvolvimento podem nunca cicatrizar de todo. Ainda que nossas explicações tenham sentido para, de algum modo, desordenar o ordenado, ou para justificar aquilo que normatizamos nada pode esconder por inteiro o quanto adultos violentam crianças.
O sistema judiciário e as demais unidades que compõem a rede pública de proteção, por outro lado, encarcerados pela anacrônica burocracia estrutural, não demonstram a competência necessária para programar o acolhimento das denúncias de modo ágil e congruente com as circunstâncias narradas pelos denunciantes, às vezes a própria criança ou adolescente violentados.
Para Heidegger o ato de cuidar se inscreve numa compreensão filosófica e tem significado de cura. O cuidado, para o autor, está entrelaçado ao ser e ao tempo porque o ser humano é o único que pode se inquietar ante os processos que vão constituir o seu futuro e as suas possibilidades. Se o humano toma o cuidado como princípio guia de sua existência, esta será expressão de seu modo de ser-estar em relação com a vida e com o mundo. O princípio ético está vinculado à abertura para reconhecer o outro como legítimo em sua singularidade, como lembra Maturana. O princípio estético remete às práticas institucionais de atenção às crianças violentadas e ganha sua configuração por meio dos discursos que os cuidadores materializam em suas ações favorecendo os processos de subjetivação do grupo em convivência e por fim, o princípio político se constitui numa prática articulada com as demandas e com os conflitos sociais que, cotidianamente, transversalizam as dimensões culturais e históricas da humanidade. Nas violências está a morte do cuidado. Não é possível abraçar uma postura de cuidado, de estímulo ao desenvolvimento integral do outro, especialmente da criança, se tolerarmos qualquer manifestação de violência, principalmente aquelas que ocorrem nos contextos da intimidade, como nos lares, entre pais, mães, filhos, familiares.
Se as instituições não adotarem a gestão do cuidado para com as crianças que sofrem violências, as quais estão legalmente sob a sua proteção, se as suas ações educadoras não promoverem a atenção integral para com elas, seu papel ético-estético é atrofiado e as violências alcançam o status de figuras de desordens, por vezes, irrefreáveis.
Há debates que atualmente faz parte do cenário político e educacional da problematização do tema inclusão/exclusão social com vistas, entre outras coisas, a se propor uma escola que possa convocar e acolher a todos em suas singularidades seja elas psicológicas, sociais, lingüísticas, históricas ou políticas.
As deficiências abordadas como traços de diferença constituem um grupo particular da produção da exclusão, e isso não deve significar que essa exclusão seja subordinada ou inferiorizada em relação a outras exclusões produzidas historicamente. No caso específico daqueles que, em dado momento histórico, foram denominados “deficientes”, caberia ser questionado se, de fato, a deficiência pode ser reduzida ao traço biológico em si mesmo. Para que essa questão possa ser discutida, é necessário inverter aquilo que foi construído como regime de verdade: é necessário compreender o discurso da deficiência, para logo revelar que o objeto desse discurso não é a pessoa que está em uma cadeira de rodas ou o que usa um aparelho auditivo, se não os processos sociais, históricos, econômicos e culturais que regulam e controlam a forma acerca de como são pensados e inventados os corpos e as mentes dos outros. A deficiência não é uma questão biológica e sim uma retórica cultural.
O início do novo milênio nos interpela a pensar nas porções que tiveram que ser deixadas de fora para que os postulados sobre as igualdades pudessem ser engendrados.
A proposta genealógica de Foucault (1998) tem o propósito de fazer reaparecer as narrativas, as vozes, os saberes desqualificados daqueles sobre os quais se fala (dos negros, dos prisioneiros, dos surdos, dos homossexuais, etc), a fim de liberá-los da sujeição das verdades constituídas.
Os valores e as normas praticadas sobre as deficiências formam parte de um discurso historicamente construído, onde a deficiência não é simplesmente um objeto, um fato natural. Este discurso não afeta somente as pessoas com deficiência: regula também as vidas das pessoas consideradas normais. Com o efeito de construções históricas, sociais e políticas, as diferenças se mantêm vivas. Suas existências independem de autorização, da aceitação, do respeito ou da permissão das normas que definem a normalidade.
A escola, seja assumindo o olhar nomalizador, seja negando a diferença pelo discurso de igualdade, ainda continua produzindo o contínuo de sujeitos deficientes - sem deixar espaço para uma análise diferenciada dos processos e dos efeitos das práticas pedagógicas para/sobre cada um deles. Todo e qualquer argumento crítico é rapidamente censurado e considerado politicamente incorreto.Um dos argumentos centrais da idéia de inclusão no sistema regular de educação, é o de maior compromisso do sistema oficial com a educação de todos. O problema é que ainda não estamos conseguindo considerar o Outro através de sua alteridade. Silenciamos a eles para que possamos continuar a falar por eles.

EVANDRO - TAREFA 7

O NEOLIBERALISMO E A PADRONIZAÇÃO DO ENSINO NAS INSTITUIÇÕES
ESCOLARES
Neste texto ao autor fala das relações de poder presente nas escolas, a padronização do ensino que conseqüentemente torna a educação alienadora e ideologica e as trasformações contemporâneas em meio ao sistema neoliberal. Também para demonstrar que essas relações de poder são de fato complexas e que esta doutrina defende o capital e o livre mercado, prega a redução do papel do Estado nas ações sociais, investe no individualismo, estimula o consumismo exacerbado e a competitividade.
Para Apple, a arma essencial é o conhecimento sobre este tipo de relação, porque desta forma a educação neste país não estaria comprometida.
A mcdonaldização das escolas propõem a padronização do ensino, promovendo políticas para a adaptação da força de trabalho à nova realidade econômica a educação e qualificação de mão de obra. Formar cidadão consumistas, individualistas e competitivos para atender as demandas do mercado, e trabalhadores que atendam as exigências do mercado de trabalho.
O neoliberalismo busca uma escola que qualifica o sujeito para o mercado de trabalho, ou seja, que padronize o ensino, numa educação alienadora, a uma determinada linha de pensamento, para que essas pessoas não tenham uma visão crítica da sociedade e uma concepção de mudança de mundo.
O SENTIDO INSTITUCIONAL DE ACOLHER: POR UMA GESTÃO DO CUIDADO COM AS CRIANÇAS VIOLENTADAS
A autora indica a pluralidade de práticas que evidenciam como os adultos desistem das crianças. Nos faz uma reflexão que tem por desejo dialogar com os interessados pela gestão do cuidado nas instituições que recebem as crianças que sofrem violências. Fala sobre as histórias dos abandonos de crianças que nos remete a pensar os modos como a sociedade conviveu e convive ainda hoje com elas. Enfatiza que é nas instituições, por excelência, que a gestão do cuidado encontra um sentido concreto de ações em rede e um significado amplo de política pública. São as instituições que podem inventar um original estilo de coexistência entre adultos e crianças para autorizar a construção de paradigmas de referências educativas.
O DEBATE SOBRE AS DIFERENÇAS E OS CAMINHOS PARA SE (RE)PENSAR A EDUCAÇÃO.
O autor discute as significações simbólicas que tais traços de diferença ganham e que escapam à ordem do tangível, do objetivo ou do real para se inscreverem na ordem do político e do simbólico. É deste tipo de diferença de que se fala e não sobre aquelas da ordem da cor da pele, da expressão fenotípica do caráter sexual ou de outros caracteres biológicos. Basicamente, o autor enfatiza o as idéias criadas com o preconceito contra os deficientes, principalmente os visuais e auditivos, e dos negros. Ele nos propõem refletir sobre o processo de exclusão/inclusão na educação.

MÔNICA - TAREFA 7

A escola deveria ser o local de preparação para o convívio social, levando o cidadão a discutir e refletir sobre sua realidade, reconhecendo assim o que poderia ser melhorado.Na nossa sociedade a instituição escola e desenvolvida com outro objetivo; preparar os indivíduos para um mundo globalizado, competitivo, individualista...., sem dispor aos alunos uma outra opção, desenvolvendo assim um cidadão sem opinião própria e nem bom senso.
Somente com o desenvolvimento de um ser crítico e reflexivo, seria possível a construção de uma sociedade justa e igualitária, sem desigualdades e preconceitos. Estes cidadãos seriam capazes de reivindicar seus direitos perante a uma classe corrupta.

As diferenças fazem parte do nosso cotidiano.Existem grupos de pessoas que são excluídas por se expressarem de uma forma diferente, porém precisam se organizar conforme as pessoas “normais” convivem entre si.
“A DEFICIÊNCIA NÃO É UMA QUESTÃO BIOLÓGICA E SIM UMA RETÓRICA CULTURAL.”(frase retirada do texto)
A deficiência e sempre relatada como um tema que visa a convencer a sociedade que a diferença é uma agressão a organização social.
Faz parte do panorama político e educacional os parâmetros de normalidade entre as pessoas, não respeitando a singularidade e o individualismo de cada um. Precisamos ser ousados para ultrapassar as fronteiras da “normalidade”, procurado construir novas formas de se fazer educação; formas complexas e atualizadas, que abordem e destaquem as características especificas da cada um.

Em muitas situações a criança e considerada um empecilho na vida dos adultos, isto demonstra uma experiência de rejeição vivida pela criança na infância e que reflete em um adulto agressivo, inconformado, revoltado...
Esta situação transforma o adulto em um ser desconfiado, com dificuldade de relacionamento.
Precisamos cuidar do outro , para cuidar da vida. Nosso cotidiano, afazeres e prazeres estão interligados com outro individuo, por isso devemos cultivar relações com cuidado.É na violência que está a morte do cuidado, o descaso com a vida, simboliza a morte.Devemos estar preparados para acalentar uma criança violentada, nos colocar diante de sua dor, para sabermos como agir.
A violência entre adultos e crianças é considerada como qualquer distúrbio emocional causado na criança, perante situações conflitantes, inclusive negligenciar cuidados básicos para sobreviver com dignidade.
Na gestão do cuidado se pressupõe o cuidado com o outro, a preocupação com o seu bem estar emocional.

TAREFA 7 - RESUMO DO GRUPO

O neoliberalismo busca uma escola que qualifica o sujeito para o mercado de trabalho, ou seja, que padronize o ensino, numa educação alienadora, a uma determinada linha de pensamento, para que essas pessoas não tenham uma visão crítica da sociedade e uma concepção de mudança de mundo, preparando-a somente para o mercado de trabalho. O
importante é que educadores tenham conhecimento sobre essa relação de poder, de dominação, de padronização do ensino e da memorização e desatualização do ensino para não permitir que conceitos como esse façam parte do cotidiano escolar.
É interessante observar como retornamos, no presente e com distintas variações cotidianas, a um passado que imprimiu no modo de viver ocidental moderno as condutas características da cultura patriarcal, entre as quais, abandonar o outro quando este é o diferente e não existe no espaço convencional das relações de conviviabilidade. Na gestão do cuidado pressupõe o cuidado com o outro, a preocupação cm seu bem estar emocional.
A autora indica a pluralidade de práticas que evidenciam como os adultos desistem das crianças. Nos faz uma reflexão que tem por desejo dialogar com os interessados pela gestão do cuidado nas instituições que recebem as crianças que sofrem violências. Fala sobre as histórias dos abandonos de crianças que nos remete a pensar os modos como a sociedade conviveu e convive ainda hoje com elas. Enfatiza que é nas instituições, por excelência, que a gestão do cuidado encontra um sentido concreto de ações em rede e um significado amplo de política pública. São as instituições que podem inventar um original estilo de coexistência entre adultos e crianças para autorizar a construção de paradigmas de referências educativas.
Precisamos ser ousados para ultrapassar as fronteiras da “normalidade”, procurado construir novas formas de se fazer educação; formas complexas e atualizadas, que abordem e destaquem as características especificas da cada um.

ALINI :) TAREFA 7 *

O neoliberalismo busca uma escola que qualifica o sujeito para o mercado de trabalho, ou seja, que padronize o ensino, numa educação alienadora, a uma determinada linha de pensamento, para que essas pessoas não tenham uma visão crítica da sociedade e uma concepção de mudança de mundo. Formar cidadãos consumistas, individualistas e competitivos para atender as demandas do mercado, e trabalhadores que atendam as exigências do mercado de trabalho. Escola em que em lugar de aprender “ as causas e as conseqüências”, a maioria das matérias que eles dão são inúteis”, em que o que é ensinado hoje é esquecido logo após a prova, tal qual foi no tempo dos pais, quanto o que foi ensinado “eles não lembram mais”.

Enfim, existe escolas reprodutoras da desigualdade social e alimentadoras do sistema neoliberal, como também escolas que procuram desenvolver em seus alunos uma perspectiva da realidade em que vive. Não devemos conhecer somente os textos, cálculos e as matérias envolvidas para uma formação técnica, mais sim, ter conhecimento do que está a nossa volta, que nos rodeia, como a violência sofrida por crianças todos os dias.

Essa é uma reflexão que tem por desejo dialogar com os interessados pela gestão do cuidado nas instituições que recebem as crianças que sofrem violências.
Quando a mão, arrogante, insiste em possuir o outro, deixa de ser seda para tornar-se garra, fracassando o encontro e abrindo-se passagem à incorporação. A singularidade é devorada. A possibilidade de diálogo desaparece. A ternura é substituída pela violência. Restrepo, 1998.
Todos os dias, enquanto alguns adultos propagam notícias sobre práticas de violências contra crianças, uns escutam, e até se comovem, outros nem mesmo escutam e outros, ainda, acreditam que “sempre foi assim”, por quê se espantar? Entorpecidos pela mecanização das relações, apressados e confusos na luta pela sobrevivência e encurralados pelas premissas individualistas que tomam conta de nosso viver, todos os dias, mediante diferentes mecanismos, com maior ou menor intensidade, cada um de nós produz a banalização da vida. Como adultos criamos para as crianças mundos ampliados de violências, cuja materialização ganha maior visibilidade nos tempos atuais. Milhares delas estão fora das escolas, outras submetidas ao trabalho infantil escravizador, enquanto outras são condenadas às inúmeras práticas de prostituição, exploradas por adultos cujas encarnações violentam sua sexualidade e as deixam desprotegidas na temporalidade de suas infâncias.
Podemos afirmar que há copiosa negligência instituída e que esta fortifica os espaços da vulnerabilidade infantil à medida que favorece as práticas de agressão e espelha, num ciclo vicioso e recorrente, as probabilidades de uma sociedade violenta.
As crianças são educadas por meio de laços afetivos cultivados na relação com os adultos e aprendem com eles, pela convivência, modos de ser em comunidade. A singularidade de cada processo educativo promove a sua transformação e na coexistência com seus educadores poderá conservar ou perder a auto-aceitação e o auto-respeito, condições sociais imprescindíveis para que saiba e pratique a aceitação do outro, respeitando-o como seu semelhante, mas diferente.
A Gestão do Cuidado é um convite à ampliação da base jurídico-normativa que pauta as ações nas unidades de atendimento. É uma chamada à sensibilidade daqueles e daquelas que acolhem estas crianças, todas com necessidades especiais decorrentes dos sofrimentos experimentados. A gestão do cuidado veste-se da ética da qualificação afetiva como substrato para suas ações.
Atualmente faz parte do cenário político e educacional a problematização do tema inclusão/exclusão social com vistas, entre outras coisas, a se propor uma escola que possa convocar e acolher a todos em suas singularidades, sejam elas psicológicas, sociais, lingüísticas, históricas e/ou políticas.
O mundo contemporâneo tem construído, nesse sentido, várias estratégias de regulação e controle da alteridade que, somente no início, podem parecer sutis variações de uma mesma narrativa. Entre elas: a demonização do outro, a sua transformação em sujeito “ausente”, quer dizer, a ausência de diferenças ao se pensar a cultura; a delimitação e limitação das suas perturbações;
um dos argumentos centrais da idéia de inclusão no sistema regular de educação, é o de maior compromisso do sistema oficial com a educação de todos. Porém, é de notar que os estados na maioria dos países do terceiro mundo estão retrocedendo inexoravelmente em relação a essas obrigações. o que devemos analisar é, por uma parte, quais são os argumentos que fundamentam as propostas de inclusão e, por outro lado, qual é a política de significados e as representações que se produzem e reproduzem nessa proposta.

nada possui uma só face, no aparente silêncio do outro também se articulam resistências. E é por efeito delas que ainda estamos aqui a escrever, sem respostas definitivas, sobre a nossa perturbadora deficiência em escutar o que as diferenças têm a nos dizer.

“O que se pode fazer para evitar o relativismo ou o etnocentrismo total é edificar metapontos de vista. Podemos construir mirantes e do alto desses mirantes contemplar o que ocorre. Podemos estabelecer metapontos de vista limitados e frágeis. Pois o conhecimento, seja o sociológico, o antropológico ou qualquer outro, deve buscar um metaponto de vista. É o requisito absoluto que diferencia o modo simples, que acredita alcançar o verdadeiro, que pensa que o conhecimento é reflexo, que não considera necessário conhecer a si mesmo para conhecer ao objeto, e o conhecimento complexo, que necessita a curva do auto-observável (e, agregaria autocrítica) do observador-conceituador sobre si mesmo. Estas são algumas das aquisições, das modificações necessárias para um pensamento complexo”. (Morin, 1996, p. 281)



sábado, 22 de novembro de 2008

PCC Parte 2

Para viabilizar os objetivos propostos não encontramos dificuldades, pois todos os sujeitos envolvidos foram acessíveis, e os locais de fácil acesso. Fomos bem recepcionados, alcançando assim nossos objetivos.
Com relação a participação da comunidade escolar no cotidiano vimos que uma minoria participa ativamente da vida escolar, sendo eles os membros da APP, conselhos em geral e alguns pais ou responsáveis. Observamos com isto que nem todos os estudantes se organizam junto com seus familiares para que haja participação destes na escola. Educadores e gestores se organizam de acordo com as atividades que acontecerão durante o ano letivo.
Sobre a inclusão digital dos sujeitos no espaço das escolas entrevistadas, observamos que esta inclusão é bastante precária quando a escola possui este ambiente, se limitando a uma simples aula de informática por semana, esta voltada aos conhecimentos básicos do computador. Não sendo utilizado para fins pedagógicos.
Visão que os grupos apresentam: Não vemos a escola como um espaço democrático, a gestão democrática escolar ainda é algo a ser conquistado. A escola se organiza de acordo com a comunidade que está inserida: horários, eventos comemorativas. O PPP existe e é bem elaborado e revisado anualmente, porém pouco eficaz, porque não é seguido assim como os PCNs.
Tipos de inclusão e exclusão: Digital, física e mental, social, racial, etc. Para que ocorra o processo ensino-aprendizagem, diante destas diversidades precisa haver a disposição para aprender e ensinar, ou seja, uma dualidade entre professor e aluno.
A liberdade de expressão é garantida dentro de certas regras, espaços e contextos, desde que não venham ferir as regras da escola. Questões como gênero, sexualidade, raça e etnia, são particulares de certas disciplinas.Aa pessoas com necessidades especiais tem seus direitos garantidos em lei, mas dentro do espaço escolar estes estão longe de ser cumpridos, por vários fatores, despreparo dos professores, espaço físico inadequado, inexistência de material adequado a sua deficiência.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

TAREFA 5


O autor discute uma visão de escola mecanizada, onde o livro é a centralidade e não há espaço para convivências afetivas. Porém, a escola é um lugar de conviver e partilhar visões de mundo e experiências de vida.
É fundamental criar novos olhares para contemplar a complexidade dos contextos educativos sob a ótica de uma estética da vida repleta de suas belezas e imperfeições.
A organização da escola se efetiva em espaços e tempos, se entrelaçam em seus significados objetivos e subjetivos. A noção tempo-espaço ao ser incorporada à vida do cotidiano escolar e as relações sociais que compõem a organização escolar.
Temos que pensar também no afeto, no carinho que deve haver nas relações entre todos os envolvidos na escola, articulando com a idéia de como ela se organiza com a gestão do cuidado. E nunca esquecer:

Qual o território do nosso olhar?
Tudo depende do jeito que a gente vê!!!

“Aprendi com as primaveras a me deixar cortar, para poder voltar sempre inteira”.(Cecília Meirelles).

sábado, 11 de outubro de 2008

PEDAGOGIA DA AUTONOMIA Resenha ALINI

Ensinar exige consciência do inacabado, da construção ou produção do conhecimento que implica o exercício da curiosidade, sua capacidade crítica de "tomar distância" do objeto, de observá-lo, de delimitá-lo, de "cercar" o objeto ou fazer sua aproximação metódica, sua capacidade de comparar, de perguntar. O exercício da curiosidade a faz mais criticamente curiosa, mais metodicamente "perseguidora" do seu objeto. Quanto mais a curiosidade espontânea se intensifica, mais preparado para pensar a própria curiosidade. Como os demais saberes, este demanda do educador um exercício permanente. É a convivência amorosa com seus alunos e na postura curiosa e aberta que assume e, ao mesmo tempo, provoca-os a se assumirem enquanto sujeitos sócios-históricos-culturais do ato de conhecer, é que ele pode falar do respeito à dignidade é impermeável à mudanças. Ensinar exige o reconhecimento de ser condicionado, o respeitoe autonomia do educando. Pressupõe romper com concepções e práticas que negam a compreensão da educação. A competência técnico-científica e o rigor de que o professor não deve abrir mão do desenvolvimento do seu trabalho, não são incompatíveis com a amorosidade necessária às relações educativas. Essa postura ajuda a construir o ambiente favorável à produção do conhecimento onde o medo do professor e o mito que se cria em torno da sua pessoa vão sendo desvalados. É preciso aprender a ser coerente. De nada adianta o discurso competente se a ação pedagógica à autonomia do ser do educando, o bom senso, humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores. O fundamental é que o professor e alunos saibam que a postura deles, do professor e dos alunos, é dialógica, aberta, curiosa, indagadora e não apassivada, enquanto fala ou enquanto ouve. O que importa é que professor e alunos se assumam epistemologicamente curiosos. Neste sentido, o bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento de seu pensamento. Sua aula é assim um desafio. Ensinar exige apreensão da realidade, exige alegria e esperança, exige a convicção de que a mudança é possível, exige curiosidade. Como prática estritamente humana jamais pude entender a educação como uma experiência fria, sem alma, em que os sentimentos e as emoções, os desejos, os sonhos devessem ser reprimidos por uma espécie de ditadura reacionarista. Nem tampouco jamais compreendi a prática educativa como uma experiência a que faltasse o rigor em que se gera a necessária disciplina intelectual . Ensinar é uma especificidade humana, exige segurança, competência profissional e generosidade, exige comprometimento, compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo, liberdade à autoridade, tomada consciente de decisões, saber escutar, exige reconhecer que a educação é ideológica. A boniteza da prática docente se compõe do anseio vivo de competência do docente e dos discentes e de seu sonho ético. Não há nesta boniteza lugar para a negação da decência, nem de forma grosseira nem farisaica. Não há lugar para puritanismo. Só há lugar para pureza. Este é outro saber indispensável à prática docente. O saber da impossibilidade de desunir o ensino dos conteúdos da formação ética dos educandos. De separar prática de teoria, autoridade de liberdade, ignorância de saber, respeito ao professor de respeito aos alunos, ensinar de aprender. Nenhum destes termos pode ser mecanicistamente separado, um do outro. Quanto mais penso sobre a prática educativa, reconhecendo a responsabilidade que ela exige, tanto mais me convenço do dever nosso de lutar no sentido de que ela seja realmente respeitada. A rigosidade, a séria disciplina intelectual, os exercícios da curiosidade epistemológica não fazem de ninguém necessariamente um ser mal-amado, arrogante, cheio de si mesmo. Ou, em outras palavras, não é a arrogância intelectual a que fala da rigorosidade científica. Nem a arrogância é sinal de competência nem a competência é causa de arrogância. Não nego a competência, por outro lado, de certos arrogantes, mas lamento neles a ausência de simplicidade que, não diminuindo em nada seu saber, os faria gente melhor. GENTE MAIS GENTE. ( Paulo Freire)
:) :) :) :) :}

RESENHA DO LIVRO PEDAGOGIA E AUTONOMIA
Uma das mais influentes personalidades do século XX, o energético, educador-filósofo, nascido em Pernambuco, critica o projeto não-liberal ia aceitação passiva de modelo de mundo que patrocina existência de milhões de miseráveis faminto, pobres e marginalizados afrontando com a riqueza em excesso de pocos privilegiados.
O livro “PEDAGOGIA DA AUTONOMIA” parece ser ao auge do trabalho de toda a vida de PAULO FREIRE.
A ética e a democracia são conceitos tratados como os elementos tibertarios (anarquistas). Fundamentais de que podem valer o esforço, oprimidos e perversamente colocados pelo poder e riqueza mal distribuída.
É demonstrada uma nova e única perspectiva de liberdade e autonomia, ameaçadas, cada vez “mas” pela globalização e pelo poder manipulado da mídia em massas.
Pedagogia da autonomia nos remete a uma perspectiva dialógica ia um forte chamado, onde se deve formar um endivido critico, despertando a curiosidade do educando, jamais transferir puramente conhecimentos, mais sim criar as possibilidades para sua produção ou construção, não despertar o educando, eronizando-o, descriminando-o e inibindo-o com a minha arrogância.
Liberdade e autonomia são enxergadas com coragem amorosa e fraternidades, mas que uma lição de excelência pedagógica, recebe uma aprendizagem para nossas vidas e assencial racionalismo critico.
Freire, mas uma vez, realça “O homem como ser incompleto inacabado”. Somos seres inacabados, somente com essa certeza, buscando novos conhecimentos, exploramos a nova concepção para um mundo mais justo, devemos deportar esta sensação de buscar o novo em nossos alunos. O homem visto como um sonhador que tem direito a sonhar um sonho que se concluiu, que reconstrói o universo, constrói o possível, antes imaginado, e vive a dignidade essencial de construir o sonho de liberdade e da autonomia.
Uma educação critica e construtiva a partir da conscientização, de troca de experiência entre aluno e professor. Esta reflexão critica provém da interatividade.
NOME: MONICA DORDETE DE FREITAS.

PEDAGOGIA DA AUTONOMIA - Resenha Evandro


INTRODUÇÃO
Pedagogia da Autonomia trata – se de uma obra de cuidadoso rigor metodológico, numa ética pedagógica e uma visão de mundo alicerçadas em rigorosidade, pesquisa, criticidade, risco, humildade, bom senso, tolerância, alegria, curiosidade, esperança, competência, generosidade, disponibilidade..., molhadas pela esperança.
A obra em análise, intitulada Pedagogia da Autonomia constitui uma visão ampla sobre a concepção de Paulo Freire sobre os saberes necessários à Prática Educativa dentro da Antropologia da Educação. Neste sentido, o autor analisa o cotidiano do Professor na sala de aula e fora dela, da educação fundamental e pós – graduação. Este livro tem a finalidade de esclarecer sobre a prática educativa.
Como aspecto principal de sua abordagem pedagógica, constata que “formar” é muito mais que treinar o educando no desempenho das tarefas. Chama a atenção dos educadores formados ou em formação à responsabilidade ética, elucidando – os na arte de conduzir seres à reflexão crítica de suas realidades.
Esta obra se faz imprescindível à condução do corpo discente em prol de uma sociedade mais justa e de valores igualitários; na formação crítica de professores que, além de educar, estarão conscientizando e orientando os futuros cidadãos.
PEDAGOGIA DA AUTONOMIA
No primeiro capítulo - “Não há docência sem discência” (p.21-46), temos exemplos de diferentes tipos de educadores: críticos, progressistas e conservadores. Apesar destas diferenças, todos necessitam de saberes comuns tais como: saber dosar a relação teoria/prática, criar possibilidades para o(a) aluno (a) produzir ou construir conhecimentos, ao invés de simplesmente transferir os mesmos e reconhecer que ao ensinar, se está aprendendo; e não desenvolver um ensino de “depósito bancário”, onde apenas se injetam conhecimentos acríticos nos alunos.
No livro Pedagogia da Autonomia, Paulo Freire ressalta a necessidade de uma reflexão crítica sobre a prática educativa. Sem essa reflexão, a teoria pode ir virando apenas discurso; e a prática, ativismo e reprodução alienada.
Adverte-nos para que não sejamos demasiado convictos de nossas certezas e que todo novo conhecimento pode superar o já existente, sendo necessário ao professor(a) sempre exercer o hábito da pesquisa, para poder saber o que ainda não sabe e comunicar as novidades aos alunos, fazendo com que a curiosidade dos mesmos transite da ingenuidade à curiosidade, carregada de criticidade. O ato de ensinar deve exigir o desenvolvimento deste senso crítico do aluno.
Para chegar ao conhecimento, educadores e educando precisam de estímulos que despertem a curiosidade e conseqüentemente a busca. O educador não deve inibir ou dificultar a curiosidade dos alunos, muito pelo contrário, deve estimula – lá, pois desta forma desenvolverá a sua própria curiosidade. E ela é fundamental para evocarmos nossa imaginação, intuição, capacidade de comparar, transformar e transcender.
No último capítulo, Paulo Freire mostra a necessidade de segurança, do conhecimento e da generosidade do educador para que tenha competência, autoridade e liberdade na condução das aulas. Defende a necessidade de exercemos nossa autoridade docente com a segurança fundada na competência profissional, aliada à generosidade.
O educador deve desenvolver em si próprio, como pesquisador, sujeito curioso que busca o saber e o assimila de uma forma crítica, com questionamentos. Orienta seus educandos a seguirem também essa linha metodológica de estudar e entender o mundo, relacionando os conhecimentos adquiridos com a realidade de sua vida, sua cidade, seu meio social. “Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino”. (p.29)
CONCLUSÃO
Ao ler o livro, Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire chega-se a conclusão que existe um fator que há muito defendemos e temos percebido como sendo se fundamental importância no processo de docência: motivar a uma constante busca não apenas do conhecimento teórico/prático, mas da relação docente/discente, peça fundamental para exigirmos, juntos, uma educação decente neste país, não somente para a área de Educação Física escolar, mas para a formação global e educação crítica destes cidadãos.
A prática, educativa exige amor, alegria, querer bem aos educandos para aprender e ensinar, para conhecer e intervir nos exercícios de nossa formação função. Assim, diminuir a evasão pelo desencanto das nossas crianças e jovens com a escola, onde o autoritarismo se confunde com nossa autoridade.
Desencanto com a mesmice dos conteúdos programáticos, com a discriminação e falta de entusiasmo, de querer fazer sem saber fazer.
Os saberes que são indispensáveis a pratica docente, independente da opção ideológica estão impregnados de um entusiasmo puro, verdadeiro, otimista, à respeito da prática educativa. Essa postura nos leva a repensar que os descaminhos da educação atual, não devem permitir que diminua nossa capacidade de fazer prazerosamente o nosso dever.
“Temos que ter amor pelo que ensinamos e para quem ensinamos”.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FREIRE, P. PEDAGOGIA DA AUTONOMIA – saberes necessários à prática educativa. 33 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2006.148 p.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

NOSSO DIÁRIO DE CAMPO :]


A função social da escola é formar o cidadão, isto é, construir conhecimentos, atitudes e valores que tornem o aluno solidário, crítico, ético e participativo.
A Cultura da Escola mostra suas próprias formas de ação e razão construídas no decorrer de sua história, tomando por base os conflitos entre as determinações externas e suas tradições que naturalmente se refletem na sua organização e gestão, ou seja, na Cultura Escolar.
Para que a escola consiga desenvolver um bom trabalho é fundamental a participação da comunidade. Os alunos participam indiretamente da gestão escolar, são conhecedores de seu planejamento e organização, sendo-lhes transmitidos seus direitos e deveres, assim como as metas educacionais da escola.
Entre professores e alunos caracteriza-se uma relação de cooperação, de respeito, crescimento e sobretudo de diálogo. Uma boa relação irá refletir significativamente no ensino-aprendizagem dos alunos. Assim, também se dá a relação aluno e direção, ou seja, com diálogo, confiança e amizade. De forma profissional a relação professores e direção é de cooperação, de trocas, união e valorização do trabalho docente.
Considera-se mais relevante no contexto político-pedagógico da escola o compromisso com a formação de um cidadão participativo, responsável, crítico e criativo.

sábado, 30 de agosto de 2008

CRÔNICA DOS FILMES: NOME DA ROSA E TEMPOS MODERNOS ALINI

Voltar ao passado é reviver um pesadelo. Uma época de muito sofrimento, impunidade, de injustiça para milhares de pessoas, principalmente, para os mais necessitados, onde quem fazia as leis era a Inquisição (Antigo tribunal eclesiástico instituído com o fim de investigar e punir crimes contra a fé católica; Santo Ofício, como era chamado.). Uma época sem Democracia, onde as leis eram efetivadas através da tortura, era mais ou menos assim: “Acreditem ou paguem o preço”, uma época onde o aprendizado significava sofrimento, quanto mais se aprendia mais se sofria, o que ensinar e aprender para a classe rica da época, ficava a cargo da Igreja, dos padres.
Com a chegada de uma nova era, dos tempos modernos, as coisas começaram a mudar. Já existia a polícia para investigar e punir.
Hoje vivemos num mundo globalizado, com muitas tecnologias, mais que ainda não perdeu algumas características do passado. Somos governados pelos horários, pelo trabalho, pela escola, muitas vezes temos que aprender algo que talvez não gostaríamos de aprender, seguimos um trajeto que fomos ensinados a seguir, os pais, principalmente, dizem assim: “Seguem por esse caminho que é correto, mais se você quiser!” , só que não é bem assim, como nós escutamos eles, acabamos seguindo, claro que é para o nosso bem!.
Seguimos um parâmetro de vida deixado como “herança” pelos nossos antepassados. Existem muitas pessoas ainda que só porque moram junto e não são casados na Igreja não tomam a Santa Eucaristia, porque acreditam ser pecado, algo trazido de épocas atrás.
Temos muitos privilégios sim, com a revolta dos sofredores do passado, hoje vivemos num verdadeiro paraíso em relação a eles. E graças a eles, hoje podemos ter um mundo bem melhor, com muitas tecnologias de informação e tecnologias para a saúde, temos confortos, comodidades, não somos torturados caso não concordamos com algo, não somos presos e nem torturados se não seguirmos a Inquisição, temos o direito de discordar das opiniões formadas pela Igreja ou por qualquer tipo de Regime de leis. A arquitetura Católica mudou, não são mais aqueles mausoléus assombrados, e sim belas arquiteturas. Mudou também como viam as mulheres, pois nós éramos chamadas de demônios. As escolas, ainda podemos dizer que seguem um mesmo parâmetro das primeiras construções.
Mas, ainda hoje, nem tudo é um mar de rosas, depois de toda essa “libertação” da Inquisição, presenciamos fatos de torturas, como: Exploração Sexual, Exploração Trabalhista, que presenciamos ao assistir televisão e vimos, por exemplo, os bóias-frias que trabalham numa verdadeira escravidão, Prostituição (muitas pessoas ainda vendem o corpo para poder se alimentar), hoje não é a Inquisição que pune e até mata, não se morre mais na forca, na fogueira, e sim se morre pela tecnologia criada pelo homem, algo que devia servir para o nosso bem e que às vezes vira uma verdadeira máquina pra matar: milhares de vidas são perdidas todo ano no trânsito, na violência urbana, nas agressões, na troca de tiros, nas mãos de traficantes (que fazem “justiça” com as próprias mãos, matando e torturando almas inocentes, que moram nas favelas ou que são seqüestrados, os famosos seqüestros relâmpagos) e a Justiça que foi feita para nos proteger, também comete erros, como deixar um inocente atrás das grades, ou prender um inocente porque roubou uma simples galinha para matar a fome dos filhos, enquanto muitos de colarinho ficam soltos por ai.
Hoje não é a Inquisição que dá a sentença, e sim a justiça do bem (Juízes) ou do mal (tráfico, injustiças).
Mais como tudo muda, tenho fé de que o nosso mundo melhore, para que ninguém mais sofra pelas vidas perdidas pelas tecnologias que foram criadas para nos proteger, para nos dar maior acessibilidade e conforto!
Vamos levantar uma bandeira contra qualquer tipo de violência e exploração, vamos comandar a batalha para melhorar a nossa casa, o nosso mundo, o Planeta Água, assim como fizeram nossos antepassados, todos os que foram contra as impunidades da Inquisição, POIS UNIDOS TEMOS UMA ENORME FORÇA!





CRÔNICA DOS FILMES: O NOME DA ROSA E TEMPOS MODERNOS_LETIANE

No passado a arquitetura escolar não era muito diferente de hoje em dia, uma grande construção dividida em salas, onde o aluno fica “preso” por um período no intuito de adquirir conhecimento, e apenas o professor era o conhecedor deste, que era privilégio de poucos, diferente de hoje em dia onde o conhecimento anda com a gente e é um direito de todos.
Naquela época uma pequena porção da população eram “donos da verdade”, os demais, o restante que completa o inteiro da porção, “escravos” do modo de pensar deles.
Para manter a ordem daquela hierarquia desumana os alunos não eram educados e sim moldados de acordo com o modo de ver e pensar o mundo dos “donos da verdade”, ninguém podia pensar ou agir de forma diferente dos ensinamentos que lhes eram passados sob pena de tortura ou ainda condenado a fogueira.
O conhecimento era de difícil acesso e muitos se perderam em busca dele, mas a sede de conhecimento foi se expandindo e tomando conta das pessoas que começaram a lutar pelos seus direitos, nesta luta muitos foram presos, outros morreram, mas a luta por um mundo mais justo e mais humano estava iniciada, graças a quem pensou, ousou e acreditou, graças a quem arriscou sua própria vida. Foi o início de um novo tempo.
Onde estava o bom senso daquelas pessoas, os “donos da verdade”, se somos todos iguais, pode mudar o nome, o sobrenome, as preferências, mas somos todos seres humanos.
Ainda estamos longe de um mundo digno, ainda há muita coisa errada que precisa ser mudada, há muitos morrendo de fome, muitos inocentes sendo condenados e mortos, mas já conseguimos mudar muitos conceitos ou parte deles, já conquistamos um espaço que muitos nem sonhavam.
Podemos ser comparados ao alumínio que não é ouro, mas pode brilhar se for polido com carinho, assim como tantos outros metais, do contrário, ele pode ficar opaco e sem brilho. Podemos imaginar um mundo de pessoas opacas que escondem por trás da opacidade muitas qualidades só pra si, sem que ninguém saiba o quanto poderiam brilhar e imaginar um mundo de pessoas que ao brilharem irradiassem muitos sentimentos bons como o amor, a paz, o carinho, entre outros.
Assim como as estrelas, não importa o tamanho, se fazem notar na imensidão da escuridão e há lugar para todas, e quanto mais estrelas a brilharem mais lindo fica o céu. Também há lugar aqui na Terra para o brilho de cada um e fazer desta um paraíso radiante.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O NOME DA ROSA E TEMPOS MODERNOS - EVANDRO

... e nos mosteiros no alto das montanhas, entre livros e "resto de gente" dá-se o conhecimento. Em tempos de 1327 depois de Cristo, na sujeira dos mosteiros (verdadeiras prisões) e entre torres enormes, enclausurados, os monges "construiam" conhecimento. Os livros proibidos para os populares continham segredos sobre pensamentos dos próprios religiosos. Os filhos que famílias ricas eram deixados sob os cuidados dos monges para que fossem educados. Um filho para cada monge ou cada monge com um filho. Estes eram os tutores dos menores. O conhecimento era sinônimo de sofrimento. O novo era coisa de demônios. As tragédias, castigos dos deuses. A igreja, detentora do saber e soberana, não podia ser contrariada. Tinha poder de vida ou morte sobre qualquer pessoa, inclusive os próprios monges. Nesse contexto, um aprendiz de monge apaixona-se por uma plebéia, "resto de gente", cujo "nome era ... Rosa"?
Em "tempos modernos", as pessoas eram "modeladas" para o trabalho em fábricas. Verdadeiros robôs. Os prédios das fábricas e das cadeias se confundiam em sua arquitetura. Modernidade somente nas fábricas. Não havia escola, mas polícia havia bastante. Esta sim tem o poder sobre as pessoas. E a prisão garante um certo conforto. Mais vale um dia na prisão que um ano de liberdade sem emprego, sem moradia, sem alimento.
No passado, opressão. No presente, repressão. E no futuro? No futuro, reflexão!

CRÔNICA_MÔNICA


A educação evolui com o passar dos anos, se transforma com o avanço da tecnologia e novas descobertas na área cientifica.
Na idade media, a arte de educar era dever dos monges e padres e privilegiava somente os filhos de fazendeiros, comerciantes...
O conhecimento era limitado, somente se ensinava o que era conveniente aos religiosos, como dogmas, a sagrada escritura, grandes teólogos...
Algumas obras de filósofos eram proibidas, pois contrariavam as concepções religiosas e colocavam em duvida as praticas religiosas da época.
Esse conhecimento era repassado em mosteiros, salas escuras e grandes. As construções eram de aspecto desagradável, com expressão de abandono e descaso pela educação.
Os tempos mudaram e a concepção de educação também. Com a modernidade, viu-se a necessidade de pessoas competentes com aptidões diferenciadas para manipular maquinas, administrar industrias...
Neste momento observou-se que a educação teria que dar preferência a essa carência de conhecimento, destacando o professor como individuo preparado para repassar conhecimento, também comprometendo o estado com a educação, garantindo pela lei estrutura para uma educação de qualidade para todos.
A educação gradativamente deixa de ser transmissão da doutrina cristã para dar ênfase ao aprendizado que da oportunidade a todos de se tornarem pessoas com caráter e visão critica do mundo no qual fazem parte.

sábado, 23 de agosto de 2008

LETIANE SOARES EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL E EXPECTATIVAS EM RELAÇÃO A DISCIPLINA

Sou formada no magistério e tenho um pouco de experiência na educação infantil como monitora e 2ª professora. Trabalhar com as crianças é muito bom, o afeto, o carinho, as cartinhas e os abraços que recebemos delas é gratificante. Infelizmente não tive condições de seguir nesta área na época. Quando pude retornar aos estudos surgiu a oportunidade deste curso e espero que esta disciplina contribua para a formação de professores, embasados, desde o contexto histórico até as conquistas histórico-sociais que contribuem para a organização escolar, preocupados e conscientes de seu papel na educação e na formação dos jovens.

LETIANE SOARES EXPERIÊNCIAS ESCOLARES

Da minha experiência escolar guardo boas lembranças dos professores, dos meus colegas, das brincadeiras de criança, das festas comemorativas, do carinho e do afeto das pessoas que estiveram comigo neste período e acima de tudo do amor que eu sempre tive pelos estudos principalmente pelas disciplinas de cálculos.

ALINI BORDIGNON EXPERIÊNCIAS ESCOLARES

Como estudante, eu sempre tive a visão de que a escola era nossa segunda casa e os professores e todos os membros da escola eram a nossa segunda família. Sempre respeitei e admirei muito aqueles que estavam lá para nos preparar para o nosso futuro, para a nossa vida.
Sou e sempre serei grata aos professores que passaram por mim e que me ensinaram o que sei hoje, que nos aconselhavam e até aturavam nossas bagunças!

ALINI BORDIGNON EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL E EXPECTATIVAS EM RELAÇÃO A DISCIPLINA

Olá!

Por enquanto, eu ainda não tive a oportunidade de lecionar, de exercer a profissão que tenho sonho em exercer, mais quando eu tiver essa oportunidade, eu quero dar o meu melhor, quero ser uma professora que deixe marcas na vida dos alunos, não quero ser somente mais uma professora que passou por eles.
Espero que esta disciplina abra os horizontes, que nos enriqueça, nos auxiliem, faça termos uma visão mais ampla do mundo escolar para que possamos ser excelentes professores, pois as experiências descritas, comentadas são uma grande lição para nós que estamos entrando nessa caminhada!

MONICA DORDETE DE FREITAS EXPÊRIENCIAS ESCOLARES

Minhas experiências escolares são somente como discente. Estudei em três escolas diferentes. Minha alfabetização deu-se numa escola rural onde a professora era uma "guerreira" pois era ao mesmo tempo faxineira, cozinheira e lecionava para quatro séries distintas ao mesmo tempo. O ensino fundamental e médio cursei numa escola do centro da cidade. Conclui o ensino médio regular hoje estou na primeira graduação.

MONICA DORDETE DE FREITAS EXPERIENCIAS PROFISSIONAIS E EXPECTATIVA

Olá, sou formada no ensino médio regular, não tenho experiência como professora. Trabalho na area da saúde pública como auxiliar de enfermagem à alguns anos. Esta é a minha primeira graduação, coloquei grandes expectativas nesssa experiência de ensino à distância, algumas já foram superadas, porém, ainda sinto dificuldades e percebo falhas nesta modalidade de educação.
Espero que a disciplina de organização escolar nos ajude a lidar com situações conflitantes em nosssa carreira profissional como educador.

sábado, 16 de agosto de 2008

EVANDRO MARQUES EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL E EXPECTATIVAS EM RELAÇÃO A DISCIPLINA

Iniciei minhas atividades no magistério no ano de 2003 com a disciplina de matemática. Desde então tenho lecionado para turmas do ensino regular do ensino fundamental e médio e tambem para o ensino de jovens e adultos. Trabalhei em escola particular com turmas de 6ª e 7ª séries na disciplina de xadrez. A partir de 2006 até a presente data estou exercendo cargo administrativo. Espero que esta disciplina nos dê subsidios para construir uma visão contextualizada historicamente sobre a organização escolar, como o próprio título nos sugere.

ASPECTOS SEMELHANTES E DIFERENTES NAS ESCOLAS

ASPECTOS SEMELHANTES: a arquitetura; o espaço físico; disposição das carteiras e quadro negro; conteúdos; horários.

ASPECTOS DIFERENTES: os recursos tecnológicos (videocassete, DVD, antenas parabólicas, TV's, internet); relacionamento entre alunos, professores e pais.

EVANDRO MARQUES EXPERIÊNCIAS ESCOLARES

Como estudante sempre participei ativamente das atividades escolares, desde os conteúdos teóricos a experimentos e trabalhos manuais. Obediente aos professores, diretor e funcionários em geral. A escola servia de espaço para brincadeiras informais antes, durante e depois das aulas.
Como Professor, no primeiro ano de trabalho, tive a oportunidade de lecionar em escola do interior para turmas de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental. Apesar da precária estrutura da escola, havia uma relação de amizade com os alunos.
Lecionei também neste ano numa outra escola do centro da cidade para turmas de 1ª e 2ª séries do ensino médio no periodo noturno com aulas nas quartas e sextas. A relação entre professores a alunos nesta escola foi um pouco conflituosa no início, principalmente na primeira série. A turma era formada por alunos vindos de escolas de comunidades diferentes, com 48 alunos no total. Como professor, vejo que existem mais problemas de atitudes por parte dos alunos na atualidade. Estou fora de sala de aula há dois anos.

O PAPEL DO PROFESSOR NA EDUCAÇÃO DO PRESENTE

Na Educação do presente o professor cumpre o papel de mediador do conhecimento, preparando o aluno para o exercício da cidadania. Exerce muitas funções nas diversas áreas como a psicologia, asssitencialismo entre outras; participa na captação de recursos financeiros através de eventos; é um formador de opiniões.

SINTESE COLETIVA

A funcionalidade da escola permanece a mesma. Porém, o professor deixou de ser o centro do conhecimento, e passou a ser um mediador. As relações entre aluno e professor foram alteradas. Os valores mudaram também. A tecnologia trouxe novos recursos pedagógicos. O espaço físico e a arquitetura da escola também permanecem inalteradas. Mudança no aspecto material, houve pouca ou talvez nenhuma, enquanto que a efetiva mudança deu-se nas relações.