sábado, 11 de outubro de 2008

PEDAGOGIA DA AUTONOMIA Resenha ALINI

Ensinar exige consciência do inacabado, da construção ou produção do conhecimento que implica o exercício da curiosidade, sua capacidade crítica de "tomar distância" do objeto, de observá-lo, de delimitá-lo, de "cercar" o objeto ou fazer sua aproximação metódica, sua capacidade de comparar, de perguntar. O exercício da curiosidade a faz mais criticamente curiosa, mais metodicamente "perseguidora" do seu objeto. Quanto mais a curiosidade espontânea se intensifica, mais preparado para pensar a própria curiosidade. Como os demais saberes, este demanda do educador um exercício permanente. É a convivência amorosa com seus alunos e na postura curiosa e aberta que assume e, ao mesmo tempo, provoca-os a se assumirem enquanto sujeitos sócios-históricos-culturais do ato de conhecer, é que ele pode falar do respeito à dignidade é impermeável à mudanças. Ensinar exige o reconhecimento de ser condicionado, o respeitoe autonomia do educando. Pressupõe romper com concepções e práticas que negam a compreensão da educação. A competência técnico-científica e o rigor de que o professor não deve abrir mão do desenvolvimento do seu trabalho, não são incompatíveis com a amorosidade necessária às relações educativas. Essa postura ajuda a construir o ambiente favorável à produção do conhecimento onde o medo do professor e o mito que se cria em torno da sua pessoa vão sendo desvalados. É preciso aprender a ser coerente. De nada adianta o discurso competente se a ação pedagógica à autonomia do ser do educando, o bom senso, humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores. O fundamental é que o professor e alunos saibam que a postura deles, do professor e dos alunos, é dialógica, aberta, curiosa, indagadora e não apassivada, enquanto fala ou enquanto ouve. O que importa é que professor e alunos se assumam epistemologicamente curiosos. Neste sentido, o bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento de seu pensamento. Sua aula é assim um desafio. Ensinar exige apreensão da realidade, exige alegria e esperança, exige a convicção de que a mudança é possível, exige curiosidade. Como prática estritamente humana jamais pude entender a educação como uma experiência fria, sem alma, em que os sentimentos e as emoções, os desejos, os sonhos devessem ser reprimidos por uma espécie de ditadura reacionarista. Nem tampouco jamais compreendi a prática educativa como uma experiência a que faltasse o rigor em que se gera a necessária disciplina intelectual . Ensinar é uma especificidade humana, exige segurança, competência profissional e generosidade, exige comprometimento, compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo, liberdade à autoridade, tomada consciente de decisões, saber escutar, exige reconhecer que a educação é ideológica. A boniteza da prática docente se compõe do anseio vivo de competência do docente e dos discentes e de seu sonho ético. Não há nesta boniteza lugar para a negação da decência, nem de forma grosseira nem farisaica. Não há lugar para puritanismo. Só há lugar para pureza. Este é outro saber indispensável à prática docente. O saber da impossibilidade de desunir o ensino dos conteúdos da formação ética dos educandos. De separar prática de teoria, autoridade de liberdade, ignorância de saber, respeito ao professor de respeito aos alunos, ensinar de aprender. Nenhum destes termos pode ser mecanicistamente separado, um do outro. Quanto mais penso sobre a prática educativa, reconhecendo a responsabilidade que ela exige, tanto mais me convenço do dever nosso de lutar no sentido de que ela seja realmente respeitada. A rigosidade, a séria disciplina intelectual, os exercícios da curiosidade epistemológica não fazem de ninguém necessariamente um ser mal-amado, arrogante, cheio de si mesmo. Ou, em outras palavras, não é a arrogância intelectual a que fala da rigorosidade científica. Nem a arrogância é sinal de competência nem a competência é causa de arrogância. Não nego a competência, por outro lado, de certos arrogantes, mas lamento neles a ausência de simplicidade que, não diminuindo em nada seu saber, os faria gente melhor. GENTE MAIS GENTE. ( Paulo Freire)
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RESENHA DO LIVRO PEDAGOGIA E AUTONOMIA
Uma das mais influentes personalidades do século XX, o energético, educador-filósofo, nascido em Pernambuco, critica o projeto não-liberal ia aceitação passiva de modelo de mundo que patrocina existência de milhões de miseráveis faminto, pobres e marginalizados afrontando com a riqueza em excesso de pocos privilegiados.
O livro “PEDAGOGIA DA AUTONOMIA” parece ser ao auge do trabalho de toda a vida de PAULO FREIRE.
A ética e a democracia são conceitos tratados como os elementos tibertarios (anarquistas). Fundamentais de que podem valer o esforço, oprimidos e perversamente colocados pelo poder e riqueza mal distribuída.
É demonstrada uma nova e única perspectiva de liberdade e autonomia, ameaçadas, cada vez “mas” pela globalização e pelo poder manipulado da mídia em massas.
Pedagogia da autonomia nos remete a uma perspectiva dialógica ia um forte chamado, onde se deve formar um endivido critico, despertando a curiosidade do educando, jamais transferir puramente conhecimentos, mais sim criar as possibilidades para sua produção ou construção, não despertar o educando, eronizando-o, descriminando-o e inibindo-o com a minha arrogância.
Liberdade e autonomia são enxergadas com coragem amorosa e fraternidades, mas que uma lição de excelência pedagógica, recebe uma aprendizagem para nossas vidas e assencial racionalismo critico.
Freire, mas uma vez, realça “O homem como ser incompleto inacabado”. Somos seres inacabados, somente com essa certeza, buscando novos conhecimentos, exploramos a nova concepção para um mundo mais justo, devemos deportar esta sensação de buscar o novo em nossos alunos. O homem visto como um sonhador que tem direito a sonhar um sonho que se concluiu, que reconstrói o universo, constrói o possível, antes imaginado, e vive a dignidade essencial de construir o sonho de liberdade e da autonomia.
Uma educação critica e construtiva a partir da conscientização, de troca de experiência entre aluno e professor. Esta reflexão critica provém da interatividade.
NOME: MONICA DORDETE DE FREITAS.

PEDAGOGIA DA AUTONOMIA - Resenha Evandro


INTRODUÇÃO
Pedagogia da Autonomia trata – se de uma obra de cuidadoso rigor metodológico, numa ética pedagógica e uma visão de mundo alicerçadas em rigorosidade, pesquisa, criticidade, risco, humildade, bom senso, tolerância, alegria, curiosidade, esperança, competência, generosidade, disponibilidade..., molhadas pela esperança.
A obra em análise, intitulada Pedagogia da Autonomia constitui uma visão ampla sobre a concepção de Paulo Freire sobre os saberes necessários à Prática Educativa dentro da Antropologia da Educação. Neste sentido, o autor analisa o cotidiano do Professor na sala de aula e fora dela, da educação fundamental e pós – graduação. Este livro tem a finalidade de esclarecer sobre a prática educativa.
Como aspecto principal de sua abordagem pedagógica, constata que “formar” é muito mais que treinar o educando no desempenho das tarefas. Chama a atenção dos educadores formados ou em formação à responsabilidade ética, elucidando – os na arte de conduzir seres à reflexão crítica de suas realidades.
Esta obra se faz imprescindível à condução do corpo discente em prol de uma sociedade mais justa e de valores igualitários; na formação crítica de professores que, além de educar, estarão conscientizando e orientando os futuros cidadãos.
PEDAGOGIA DA AUTONOMIA
No primeiro capítulo - “Não há docência sem discência” (p.21-46), temos exemplos de diferentes tipos de educadores: críticos, progressistas e conservadores. Apesar destas diferenças, todos necessitam de saberes comuns tais como: saber dosar a relação teoria/prática, criar possibilidades para o(a) aluno (a) produzir ou construir conhecimentos, ao invés de simplesmente transferir os mesmos e reconhecer que ao ensinar, se está aprendendo; e não desenvolver um ensino de “depósito bancário”, onde apenas se injetam conhecimentos acríticos nos alunos.
No livro Pedagogia da Autonomia, Paulo Freire ressalta a necessidade de uma reflexão crítica sobre a prática educativa. Sem essa reflexão, a teoria pode ir virando apenas discurso; e a prática, ativismo e reprodução alienada.
Adverte-nos para que não sejamos demasiado convictos de nossas certezas e que todo novo conhecimento pode superar o já existente, sendo necessário ao professor(a) sempre exercer o hábito da pesquisa, para poder saber o que ainda não sabe e comunicar as novidades aos alunos, fazendo com que a curiosidade dos mesmos transite da ingenuidade à curiosidade, carregada de criticidade. O ato de ensinar deve exigir o desenvolvimento deste senso crítico do aluno.
Para chegar ao conhecimento, educadores e educando precisam de estímulos que despertem a curiosidade e conseqüentemente a busca. O educador não deve inibir ou dificultar a curiosidade dos alunos, muito pelo contrário, deve estimula – lá, pois desta forma desenvolverá a sua própria curiosidade. E ela é fundamental para evocarmos nossa imaginação, intuição, capacidade de comparar, transformar e transcender.
No último capítulo, Paulo Freire mostra a necessidade de segurança, do conhecimento e da generosidade do educador para que tenha competência, autoridade e liberdade na condução das aulas. Defende a necessidade de exercemos nossa autoridade docente com a segurança fundada na competência profissional, aliada à generosidade.
O educador deve desenvolver em si próprio, como pesquisador, sujeito curioso que busca o saber e o assimila de uma forma crítica, com questionamentos. Orienta seus educandos a seguirem também essa linha metodológica de estudar e entender o mundo, relacionando os conhecimentos adquiridos com a realidade de sua vida, sua cidade, seu meio social. “Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino”. (p.29)
CONCLUSÃO
Ao ler o livro, Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire chega-se a conclusão que existe um fator que há muito defendemos e temos percebido como sendo se fundamental importância no processo de docência: motivar a uma constante busca não apenas do conhecimento teórico/prático, mas da relação docente/discente, peça fundamental para exigirmos, juntos, uma educação decente neste país, não somente para a área de Educação Física escolar, mas para a formação global e educação crítica destes cidadãos.
A prática, educativa exige amor, alegria, querer bem aos educandos para aprender e ensinar, para conhecer e intervir nos exercícios de nossa formação função. Assim, diminuir a evasão pelo desencanto das nossas crianças e jovens com a escola, onde o autoritarismo se confunde com nossa autoridade.
Desencanto com a mesmice dos conteúdos programáticos, com a discriminação e falta de entusiasmo, de querer fazer sem saber fazer.
Os saberes que são indispensáveis a pratica docente, independente da opção ideológica estão impregnados de um entusiasmo puro, verdadeiro, otimista, à respeito da prática educativa. Essa postura nos leva a repensar que os descaminhos da educação atual, não devem permitir que diminua nossa capacidade de fazer prazerosamente o nosso dever.
“Temos que ter amor pelo que ensinamos e para quem ensinamos”.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FREIRE, P. PEDAGOGIA DA AUTONOMIA – saberes necessários à prática educativa. 33 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2006.148 p.