sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O NOME DA ROSA E TEMPOS MODERNOS - EVANDRO

... e nos mosteiros no alto das montanhas, entre livros e "resto de gente" dá-se o conhecimento. Em tempos de 1327 depois de Cristo, na sujeira dos mosteiros (verdadeiras prisões) e entre torres enormes, enclausurados, os monges "construiam" conhecimento. Os livros proibidos para os populares continham segredos sobre pensamentos dos próprios religiosos. Os filhos que famílias ricas eram deixados sob os cuidados dos monges para que fossem educados. Um filho para cada monge ou cada monge com um filho. Estes eram os tutores dos menores. O conhecimento era sinônimo de sofrimento. O novo era coisa de demônios. As tragédias, castigos dos deuses. A igreja, detentora do saber e soberana, não podia ser contrariada. Tinha poder de vida ou morte sobre qualquer pessoa, inclusive os próprios monges. Nesse contexto, um aprendiz de monge apaixona-se por uma plebéia, "resto de gente", cujo "nome era ... Rosa"?
Em "tempos modernos", as pessoas eram "modeladas" para o trabalho em fábricas. Verdadeiros robôs. Os prédios das fábricas e das cadeias se confundiam em sua arquitetura. Modernidade somente nas fábricas. Não havia escola, mas polícia havia bastante. Esta sim tem o poder sobre as pessoas. E a prisão garante um certo conforto. Mais vale um dia na prisão que um ano de liberdade sem emprego, sem moradia, sem alimento.
No passado, opressão. No presente, repressão. E no futuro? No futuro, reflexão!

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